dia dos pais

Dia dos Pais

A mais bela e marcante herança que um pai pode deixar a seu filho é a construção do caráter e os passos a serem seguidos… Desejamos a todos os pais um Feliz Dia dos Pais!

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riscos da riscos da automedicação

Riscos da Automedicação

Riscos da Automedicação

Quem nunca tomou um remédio sem prescrição após uma dor de cabeça ou febre? Ou pediu opinião a um amigo sobre qual medicamento ingerir em determinadas ocasiões?
A automedicação, muitas vezes vista como uma solução para o alívio imediato de alguns sintomas, pode trazer consequências mais graves do que se imagina!

 

Riscos da Automedicação:

• Atraso no diagnóstico correto de uma doença, comprometendo o prognóstico do tratamento;
• Reações anafiláticas, como alergias graves;
• Interferência no tratamento de uma doença já existente, diminuindo sua eficácia, devido à mistura com outros medicamentos.

 

OS MAIS PERIGOSOS:

• Antibiótico: tem grande importância em decorrência do crescimento da resistência bacteriana;
• Anti-inflamatório: o uso frequente pode causa reações adversas renais e estomacais, principalmente em pacientes idosos;
• Corticoide: por aliviar grande número de doenças, o uso indiscriminado pode alterar o metabolismo;
• Aspirina: pode ser antitérmico potente, analgésico e anti-inflamatório de ampla utilidade, pode causar toxicidade gástrica, renal e reações alérgicas. É de grande risco em uma região onde a dengue é prevalente.

ALERTA:

Evite recomendações de terceiros;
Não confunda o balconista da farmácia com o farmacêutico;
Ao adquirir medicamento de venda livre, procure orientações de um farmacêutico;
Nenhum medicamento deve ser consumido regularmente sem uma avaliação adequada;
Crianças tem maior risco de intoxicação, pois confundem comprimidos com balas e xaropes com sucos;
Ao consultar um médico, informe-o se já utiliza algum medicamento e se faz uso frequente de bebidas alcoólicas;
Todo sintoma deve ser avaliado mesmo após uma medicação sintomática.

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A importância da proteção auditiva

A importância da proteção auditiva

Durante uma jornada de trabalho, o trabalhador é exposto a vários níveis de ruído. Em determinadas atividades profissionais, essa exposição é constante e excessiva, podendo provocar a perda irreversível e permanente da audição. No entanto, o uso de protetores auditivos, que devem ser fornecidos pela empresa, protege o trabalhador desse risco.

 

Porque se proteger?

  • Se o ruído obrigada você a gritar para falar com alguém a um metro de distância, é sinal de que é excessivo. Você tem que se proteger.
  • Não adianta dizer: trabalho aqui há  anos e estou ouvindo bem. A perda auditiva não é percebida porque é muito lenta.
  • O único jeito de avaliar a perda auditiva de forma correta é pelo exame audiométrico periódico, feito depois de 14h de afastamento de qualquer ruído.
  • Proteja-se antes de ter qualquer perda. Se você deixar a perda auditiva aumentar, ela vai somar com a perda que todos temos com a idade, e quando você aposentar, não vai ouvir nada bem. Para você não ser um isolado social no futuro, proteja-se hoje.

Use a proteção adequada, recomendada pelo serviço especializado da empresa, que pode calcular a redução do ruído necessária e o tipo mais indicado.

Aprenda a colocar corretamente o protetor. Deve haver treinamento para isso, especialmente se o protetor for de inserção (plug) e especialmente se for de espuma que se expande,

Cuidado com a interferência de outros EPIs. Se você utilizar um protetor tipo concha (abafador), a almofada deve encostar perfeitamente ao redor da orelha. Não laceie o arco para diminuir a
pressão. Ela é necessária para uma boa atenuação.

Mantenha os protetores em bom estado, exija manutenção das partes deterioradas e troque regularmente os protetores descartáveis. Converse sobre o ruído e sobre o seu protetor, com a fonoaudióloga ou o médico ao fazer seu exame audiométrico.

 

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Como evitar acidentes no trabalho em telhados

Como evitar acidentes no trabalho em telhados

Como evitar acidentes no trabalho em telhados

Atividades em altura exigem rigorosas medidas de proteção. No que se refere ao trabalho em telhados, o trabalhador deve seguir alguns procedimentos de segurança para não correr risco de acidente e queda.

  • Antes de iniciar o trabalho, o profissional deve planejar o trajeto que irá percorrer sobre o telhado.
  •  Também é preciso programar o desligamento de fornos e de outros equipamentos que estejam sob o telhado para evitar a emanação de gases.
  • Em dias de chuva, vento forte, ou quando a superfície estiver escorregadia, a atividade deve ser remarcada, pois o risco de acidentes é grande nestas situações.
  • Uma linha permanente de segurança, constituída de cabo de aço, trilho ou corda sintética, deve ser instalada no telhado.
  • O profissional deve portar um cinturão de segurança, tipo pára-quedista, acoplado ao cabo, corda ou trilho de aço. Isso possibilita uma fácil movimentação sobre toda área de trabalho.
  • Usar também os demais EPI’s obrigatórios para esta atividade: calçado com solado antiderrapante; luvas de raspa; capacete fixado na jugular; e óculos de proteção lateral.
  • A escada também deve ser equipada com linhas de segurança, o que permite o uso de trava-quedas ao longo dos degraus.
  • Nunca pise diretamente nas telhas e nem permita a concentração de pessoas num mesmo ponto do telhado.
  • Para locomoção nas telhas, é recomendado o uso de passarelas antiderrapantes de duralumínio.

 

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Operação de soldagem uma atividade incendiária?

Operação de soldagem uma atividade incendiária?

Operação de soldagem uma atividade incendiária?

O trabalho de soldagem em ooficina pode ser bem controlado, mas quando a solda é feita na área industrial ou em almoxarifados, precisa ser considerada uma operação de alto risco, capaz de produzir incêndios destruidores. Para evitar que ela se torne uma fonte de incêndio ou explosão, é preciso seguir algumas recomendações:

1 – Sempre que possível, realize a soldagem na oficina, que é um ambiente controlado.

2 – Alternativamente, desloque o trabalho para uma área livre externa próxima

3 – Se for mesmo necessário fazer a solda no local, afaste todo material combustível em um raio de 10 metros. Caso não seja possível cubra-os com mantas in combustíveis. Use anteparos para conter a projeção das partículas incandescentes.

4 – Feche passagens entre pisos e ambientes, pois as partículas volantes podem atingir os demais locais, iniciando incêndios.

5 – Pode ser necessário ter um observador de fogo para inspecionar todos os ambientes(local de soldagem, piso abaixo e salas ao lado) até 30 minutos após a finalização do serviço.

6 – Faça com que o serviço seja acompanhado por um integrante de brigada de incêndio, tendo extintores adequados à mão.

7 – Use uma permissão de trabalho especial para a operação de soldagem. A permissão deve ser autorizada por pelo menos 03 pessoas: O responsável pela área onde ocorre a tarefa; pela segurança; e pelo executor da tarefa (manutenção.

8 – A permissão vale apenas para o dia e turno que foi emitida. deve conter checklist completo e as assinaturas dos responsáveis antes e depois da operação, se for requerido um observador de fogo.

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segurança com panelas de pressão

SEGURANÇA COM PANELAS DE PRESSÃO

SEGURANÇA COM PANELAS DE PRESSÃO

Além de ser utilizada no cotidiano, a panela de pressão é item indispensável nas cozinhas industriais. Embora seu modo de uso pareça simples, há alguns cuidados a serem tomados para que nenhum acidente aconteça.

Faça uma inspeção prévia:

  • Vedação: não deve estar ressecada, com trincas ou esfoladuras. Verifique se o assento onde a vedação se aloja está ausente de detritos;
  • Tampa e corpo: não devem estar deformados ou amassados, o que prejudicará o fechamento correto e a vedação do vapor;
  • Cabo e suportes de pega: devem estar inteiros e bem fixados;
  • Válvula reguladora (por onde sai o vapor): sem amasso, limpa e correspondente à panela;
  • Válvula de segurança: verifique se não está bloqueada com detritos, o que fará com que ela não atue quando necessário, explodindo a panela;
  • Não encha demais a panela. Observe a marca de nível máximo permitido. Em geral, não mais de 2/3. Cuidado com alimentos que fazem espuma e “sobem”, entupindo a válvula reguladora. Nesses casos, use um nível menor que o normal, pelo menos a metade.
  • Use a quantidade suficiente de líquido e evite que o interior seque, com risco de dano à panela, que pode derreter, apagar o fogo, criando risco de explosão de gás. Fique atento à ausência de vapor na saída da válvula reguladora.
  • Procure não deixar o fogão desatendido quando está cozinhando. Vire os cabos das panelas para dentro do fogão. Use temporizadores para marcar tempos de cozimento.
  • Não use a panela de pressão como fritadeira. Ela não foi feita para suportar temperaturas muito mais altas que de água fervendo e vapor pressurizado.
  • Após formação de vapor, o fogo pode, ser reduzido. Isso evita que a água evapore rapidamente e o conteúdo queime.
  • Reduza a pressão corretamente antes de abrir a panela. A maneira mais recomendável é colocá-la sob água corrente, para esfriá-la. Outras opções são aguardar o esfriamento natural ou liberar a válvula reguladora, mas com cuidado para não se queimar.
  • Lave bem a panela usada. Remova a vedação, lave em separado. Higienize bem a panela, os berços da vedação, limpando com cuidado o sistema da válvula reguladora e o alojamento da válvula de segurança.

 

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Cuidados necessários para não escorregar, tropeçar e cair

Cuidados necessários para não escorregar, tropeçar e cair

As quedas no mesmo nível em que estamos são mais comuns do que se imagina.

Elas podem causar lesões e afastamentos do trabalho e, às vezes, fatalidades. No entanto, como qualquer outro acidente, esse também pode ser prevenido.

 

Importante Lembrar:

  • Escorregamos quando o sapato perde a tração ou o atrito com a superfície, manter esse atrito é importante!
  • Tropeçamos quando ficamos sem equilíbrio, ou seja, quando nosso pé ou a perna batem em algum obstáculo, manter o caminho sem obstáculo é importante!
  • Caímos quando a falta de equilíbrio é tanta que o corpo não se recupera antes de bater no chão. Tudo isso é física e a física vai nos auxiliar na prevenção.

 

O Que nos faz escorregar?

  1. Chão molhado ou sujo com matéria deslizante: água, óleo, graxa, detergente e lama;
  2. Chão seco com poeiras deslizantes: madeira, farinha e farelo;
  3. Chão muito limpo encerado ou com partes metálicas;
  4. Coberturas soltas: Tapetes, passadeiras, capachos ou placas de pisos;

O Que nos faz tropeçar?

  1. Fios, extensões, cabos, mangueiras espalhadas pelo chão;
  2. Obstáculos variados, gavetas abertas, guias, encosto de pneus em estacionamentos, travadores de portas abertas;
  3. Variação de nível: buracos, desníveis, ressaltos e rebaixos;
  4. Escadas com degraus deformados, quebrados ou desiguais;

O Que ajuda a piorar?

  1. Má iluminação;
  2. Má ordem e limpeza;
  3. Falta de sinalização;
  4. Falta de uso de corrimão;
  5. Sapatos inadequados, solados deslizantes/gastos;
  6. Idade: Dificuldade para andar, medicamentos, má visão e distração;

Faça sua parte:

  1. Siga os procedimentos;
  2. Use os sapatos corretos;
  3. Olhe onde põe o pé;
  4. Ande, não corra!
  5. Vá para onde estiver olhando, e olhe para onde estiver indo!

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qual a importância do pcmso

Qual a importância do PCMSO

Qual a importância do PCMSO

O PCMSO (Programa de Controle Médico Ocupacional) regulamentado pelo artigo 168 da CLT e pela NR 7 do Ministério do Trabalho e Emprego. É um programa de muita importância na busca por saúde no trabalho.

Toda empresa deve ter PCMSO, quando digo toda, é por que é toda mesmo! Toda empresa com pelo menos um empregado tem que ter PCMSO (NR 7.1.1).

O que é PCMSO?

ANTECIPAÇÃO

Através do PCMSO é possível agir na antecipação de doenças tanto as do trabalho quanto as da vida domestica (dia a dia). Essa antecipação traz muitas vantagens para o trabalhador e para o empregador.

Uma vez diagnosticada a doença domestica a empresa encaminha o funcionário para tratamento na rede pública ou privada, ou seja, a empresa não terá responsabilidade se a doença não for ocupacional.

Para o trabalhador: Garantia de que na possibilidade do acidente ou doença de algo relacionado ao trabalho a empresa será responsabilizada e o trabalhador receberá o amparo que necessita.

Diagnostico precoce. O diagnostico precoce sempre favorece o tratamento da doença seja ela ocupacional ou não, o contrário também verdadeiro.

Para a empresa: O PCMSO protege a empresa.

Quando os exames não são feitos pode acontecer da empresa contratar um trabalhador portador de alguma doença sem saber. O problema é que em muitos casos o empregador pode ser responsabilizado por ela. O trabalhador pode alegar que adquiriu a doença no trabalho e o empregador pode ter sérios problemas por isso.

Os exames do PCMSO sendo feitos corretamente aumenta-se muito a chance de diagnosticar possíveis doenças antes que o trabalhador inicie as atividades. E isso garante que a empresa não será responsabilizada por doença que não tenha causa ocupacional.

PADRONIZAÇÃO DOS EXAMES NECESSARIOS

PCMSO é uma ferramenta importante para determinar qual exame deverá se feito paracada função e risco específico. Isso aumenta a eficácia do PCMSO e da gestão de segurança do trabalho na empresa.

O PCMSO deve estar articulado aos outros programas da empresa, especialmente ao PPRA da NR 9.

A RESPONSABILIDADE PELO PCMSO

O responsável por determinar os exames necessários e fazer o PCMSO é o Médico do Trabalho de acordo com a NR 7 item 7.3.1 na falta de Médico especializado na localidade a empresa poderá contratar um de outra especialidade para elaborar e acompanhar o programa (NR 7.3.1 letra e).

QUANTO A CAT

Observação: Apenas lembro aqui que doença ocupacional também gera motivo para abertura da CAT (Comunicação de Acidente de Trabalho). A CAT precisa ser aberta até 24 horas da constatação de doença ocupacional (entendimento do artigo 23 e 23 lei 8213).

Artigo 23, lei 8213:

 Art. 23. Considera-se como dia do acidente, no caso de doença profissional ou do trabalho, a data do início da incapacidade laborativa para o exercício da atividade habitual, ou o dia da segregação compulsória, ou o dia em que for realizado o diagnóstico, valendo para este efeito o que ocorrer primeiro. 

A IMPORTÂNCIA DO PCMSO – CONCLUSÃO

Levando em conta que a empresa pode se valer do PCMSO através do ASO para fazer um controle mais eficiente da saúde de quem contrata, seria tolice economizar nos exames e ter que provar depois que não e responsável por determinada doença do trabalho.

O PCMSO importante também para apontar possíveis doenças que possam ter ligação com o trabalho. Uma vez diagnosticada a doença  ocupacional a empresa já pode tomar as medidas preventivas que evitar que novos casos ocorram. Por exemplo, se no exame da audiometria foi detectado de trabalhadores de certo setor estão tendo perda auditiva a empresa já pode trabalhar no sentido de descobrir qual máquina está gerando ruído e trabalhar no controle do mesmo. Assim evita que novos casos de perda auditiva ocorram.

Um bom PCMSO só é possível a partir de um bom PPRA, já que PCMSO é feito a partir do PPRA.

QUAL-A-IMPORTANCIA-DO-PPRA

Qual a importância do PPRA

QUAL IMPORTÂNCIA DO PPRA

CUMPRIR A LEGISLAÇÃO

Apesar de já estar batido, vale lembrar que a elaboração e implementação do PPRA é obrigatória a todas as empresas com funcionários regidos pela CLT. Isso mesmo! As instituições públicas que não tem funcionários regidos pela CLT não tem obrigação de elaborar e implantar o PPRA.

Veja a NR 9, item 9.1.:

Esta Norma Regulamentadora – NR estabelece a obrigatoriedade da elaboração e implementação, por parte de todos os empregadores e instituições que admitam trabalhadores como empregados, do Programa de Prevenção de Riscos Ambientais – PPRA,…

Na mesma linha a NR 1 diz que:

1.1 As Normas Regulamentadoras – NR, relativas à segurança e medicina do trabalho, são de observância obrigatória pelas empresas privadas e públicas e pelos órgãos públicos da administração direta e indireta, bem como pelos órgãos dos Poderes Legislativo e Judiciário, que possuam empregados regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho – CLT.

FORNECER QUALIDADE DE VIDA NO AMBIENTE DE TRABALHO

No trabalho não apenas trabalhamos, também vivemos! Basta parar e pensar na quantidade de horas o trabalhador passa á disposição da empresa. Ás vezes a quantidade de horas trabalhadas supera e muito as horas que ele passa com a família.

Trabalhar é viver, é parte da vida, e através da eliminação ou neutralização dos riscos é possível ter mais qualidade de vida no trabalho.

IDENTIFICAÇÃO DE RISCOS FACILITANDO A NEUTRALIZAÇÃO

Através da identificação dos riscos que é feita através no PPRA fica menos complicado agir direto na fonte.

Quando o PPRA é bem elaborado é possível determinar os riscos e as medidas preventivas da atividade com bastante precisão. A macro visão que é conseguida pelo PPRA permite que possamos escolher muito bem as medidas preventivas, e evitam que algumas ações entrem em conflito com outras.

EVITAR PERDAS FINANCEIRAS E HUMANAS

– Evitando afastamento por acidentes do trabalho: Como já mencionamos algumas vezes nesse artigo, através do PPRA é possível promover mais qualidade de vida no trabalho. Evitando assim, o gasto do acidentado, da família dele e da empresa por causa de acidente de trabalho e doenças ocupacionais.

– Evitando a estabilidade funcional: Uma vez evitando as acidentes e as doenças ocupacionais, evita-se também que o trabalhador chegue ao estado de garantia de emprego por causa de incapacidade temporária de trabalhar ou por invalidez.

– Evitando autuação de sindicatos e fiscais da SRTE (antiga DRT): Através do PPRA e do cumprimento das ações do PPRA na empresa, a mesma evita ser multada tanto pela falta do programa, quanto pelas não conformidades que as ações do PPRA busca dissipar.

– Evitando processos trabalhistas cíveis: Uma vez se evitando os acidentes e doenças no trabalho, os funcionários não terão motivos (pelo menos na parte de segurança do trabalho) para entrar com ações contra a empresa com pedidos de indenização ou reparação.

SERVIR DE SUPORTE PARA DOCUMENTOS PREVENCIONISTAS

Um PPRA bem elaborado serve como base para vários programas de segurança.

É preciso deixar claro que dependendo do risco e da ocasião, o PPRA apenas determinará o caminho a seguir, e o programa específico aprofundará as medidas de controle ou neutralização do risco.

Como exemplo, podemos citar o PCA. O PCA (Programa de Controle Auditivo) é um programa específico para proporcionar por proteção auditiva. Um programa específico como o PCA é muito importante para determinar o controle adequado do ruído e para determinar também através dos exames auditivos, se está ocorrendo ou não perda auditiva nos funcionários.

A importância do PPRA

Outros programas que são feitos, inspirados ou tem ligação com o PPRA:

– PCMSO (Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional): Segundo a NR 7, item:

7.2.1 O PCMSO é parte integrante do conjunto mais amplo de iniciativas da empresa no campo da saúde dos trabalhadores, devendo estar articulado com o disposto nas demais NR.

O PCMSO tem ligação direta com o PPRA. Na maiorias das empresas o PCMSO é feito com base nas informações descritas no PPRA. É importante haver sintonia entre os programas, assim também haverá sintonia entre as ações descritas em cada um deles.

Infelizmente em alguns casos o Médico do Trabalho nem vai até a empresa para coletar os dados do PCMSO, ele apenas solicita o PPRA da empresa, e faz o PCMSO se baseando cegamente nele. Imagine se esse PPRA estiver mal elaborado? Se isso ocorrer à empresa terá um PPRA e um PCMSO mal elaborado. Consequentemente a gestão de segurança da empresa estará totalmente furada!

– PCMAT (Programa de Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção): O PPRA é parte fundamental do PCMAT.

Vejamos o que nos mostra a NR 18. Item 18.3.1.1. O PCMAT deve contemplar as exigências contidas na NR 9 – Programa de Prevenção e Riscos Ambientais.

Podemos entender segundo a NR 18 que o PPRA deve estar dentro do PCMAT, ou seja o PPRA mesmo que indiretamente existe na construção civil.

– PPR (Programa de Proteção Respiratória): Tal como “disse” no PCA acontece à mesma situação aqui. O PPRA serve como início de tudo.

– PCV (Programa de Conservação Visual): Nesse caso a mesma coisa que mencionei acima. O PPRA serve como caminho para acusar o problema, e o PCV serve para aprofundar através dos exames específicos, mostrando está havendo ou houve perda visual, e determinando medidas de neutralização ou correção necessárias.

– PPP (Perfil Profissiográfico Previdenciário): Esse não é um programa, más, o PPRA lhe serve fortemente como fonte de dados. Há se as empresas que já extintas estivessem deixado pelo menos PPRA para consulta e para preenchimento do PPP, com certeza nossas dificuldades seriam bem menores!

– AET (Análise Ergonômica do Trabalho): Aqui o PPRA serve apenas para indicar os riscos ergonômicos e a AET aprofunda a questão ergonômica.

– LTCAT (Laudo Técnico das Condições Ambientais): O LTCAT é o documento usado para documentar ao INSS a necessidade de aposentadoria especial do funcionário.

O LTCAT é mais um documento que anda junto com o PPRA. É claro que o LTCAT precisa ser mais profundo na avaliação do risco do que o PPRA, más, o descobrimento dos riscos acima do limite de tolerância normalmente são descobertos avaliação quantitativa na fase de elaboração do PPRA.

A Instrução Normativa n° 45 no Artigo 254 determina que o PPRA pode substituir o LTCAT para documentar a necessidade de Aposentadoria Especial. No entanto, precisamos notar que isso se trata de um equívoco por parte do INSS. Uma vez que a NR 9 não determina que o PPRA possa ser transformado em laudo.

O PPRA não foi pensado para ser laudo, um PPRA com função de laudo perde sua característica mais expressiva que é fornecer subsídios que permitam a empresa tornar o ambiente de trabalho mais seguro, mais harmonioso, compatível com a preservação da vida e mais humano. Um PPRA que se torna laudo perde sua característica mais forte, que são a tomada de ações que permitem melhorias no ambiente.

SERVIR DE SUPORTE PARA OS EXAMES MÉDICOS

– ASO (Atestado de Saúde Ocupacional): Quando o Médico do Trabalho não tem acesso aos riscos da empresa o PPRA é muito útil para mostrar ao Médico os riscos presentes no ambiente de trabalho. E através da descrição dos riscos do PPRA o Médico do Trabalho irá determinar exames, tipos de tratamentos necessários, imunizações (vacinas) necessárias, etc.

Muitas empresas de consultoria, sempre mantém uma cópia do PPRA da empresa contratante á disposição do Médico do Trabalho para assim, facilitar e embasar o trabalho do mesmo.

SERVIR DE SUPORTE PARA A ENTREGA DE EPI

Com base em um PPRA bem elaborado é possível determinar com precisão quais são os EPI necessários à determinada atividade.

DAR EMBASAMENTO PARA SUGERIR OU PROVAR A NECESSIDADE DE PAGAMENTO DE ADICIONAL DE INSALUBRIDADE

Como base nas avaliações ambientais contidas no PPRA é possível determinar:

– A necessidade de pagamento de adicional de insalubridade: Isso é possível através das avaliações quantitativas que são obrigatórias quando necessárias no PPRA. Veja item abaixo:

NR 9.3.4 A avaliação quantitativa deverá ser realizada sempre que necessária para:

a) comprovar o controle da exposição ou a inexistência riscos identificados na etapa de reconhecimento;

b) dimensionar a exposição dos trabalhadores;

c) subsidiar o equacionamento das medidas de controle.

Essa avaliação vale também para levantar a necessidade do pagamento do adicional de insalubridade, más, não vale para documentar a insalubridade. Lembramos que não existe na NR 9 (que é a mãe do PPRA) item algum determinando que o PPRA seja usado para determinar insalubridade.

O PPRA deve ser usado apenas para levantar a necessidade da insalubridade, más, o documento usado para documentar a insalubridade deve ser o Laudo de Insalubridade.

– Periculosidade: Assim como mostramos acima, o PPRA pode também ser mostrado para levantar a necessidade de aprofundamento nas questões de periculosidade.

DISTRIBUIÇÃO DE RESPONSABILIDADES

Através do Cronograma de Ações do PPRA, é possível determinar as atribuições e obrigações relativas às correções e neutralizações dos riscos presentes no ambiente de trabalho. Podemos usar o Cronograma para citar o nome do responsável com data, responsabilidades, inclusive e com assinatura do mesmo. Dando ciência das suas obrigações.

Deixo abaixo um bom exemplo de como usar o Cronograma de Ações do PPRA para determinar as responsabilidades por ações corretivas no ambiente de trabalho. Com base em um cronograma detalhista como esse, podemos evitar que determinado responsável por determinada ação diga aquela frase clássica “eu não sabia”.

A importância do PPRA

QUEM PODE ELABORAR O PPRA?

Respondemos a essa pergunta no artigo Técnico em Segurança pode elaborar PPRA?

INTEGRAÇÃO ENTRE CIPA E SESMT

Bem sabemos verdadeiramente isso não acontece, más, segundo a NR 9 a CIPA precisa atuar diretamente e ativamente na avaliação do PPRA, tanto na elaboração quando nas atualizações anuais.

9.2.2.1 O documento-base e suas alterações e complementações deverão ser apresentados e discutidos na CIPA, quando existente na empresa, de acordo com a NR-5, sendo sua cópia anexada ao livro de atas desta Comissão.

OUTRAS ATRIBUIÇÕES QUE TORNAM O PPRA IMPORTANTE

– Diminuir os gastos com acidentes de trabalho e doenças ocupacionais: Uma vez que o PPRA levanta o risco e as medidas preventivas, resta a empresa atuar de forma a neutralizar ou eliminar os riscos do ambiente. Com o risco extinto, as chances de acidentes e doenças do trabalho diminuem drasticamente.

– Diminuir os gastos com acidentados:

– Diminuir gastos com a produção parada:

– Aumento de produtividade: Com um ambiente de trabalho mais humano e seguro aumenta-se a produtividade, a competitividade e a qualidade dos produtos. Todos ganham com isso

A diferença entre PPRA e PCMSO

A diferença entre PPRA e PCMSO

A diferença entre PPRA e PCMSO

Muitos colegas têm dúvidas sobrea diferença entre PPRA e PCMSO, para que serve um e outro. Nesse artigo vamos mostrar a diferença.

PPRA

PPRA Programa de Prevenção de Riscos Ambientais é normatizado pela NR 9 do Ministério do Trabalho. É um programa que tem cunho específico na área da prevenção.  Ele visa evitar acidentes de trabalho e doenças ocupacionais.

Para evitar acidentes de trabalho e doenças ocupacionais o PPRA é estabelecido em quatro eixos principais;

– Antecipação: Envolve também a fase de projetos, visa antecipar riscos que possam existir e existentes no ambiente de trabalho.

– Reconhecimento: Identificam fontes de risco, trajetórias percorridas pelo risco, funções expostas e danos que podem causar a saúde do trabalhador.

– Avaliação: Dos riscos e dos agravos que o risco pode provocar no trabalhador.

– Controle dos agentes de risco: É a parte que dá vida ao programa. O PPRA (Programa de Prevenção de Riscos Ambientais) existe para apontar os problemas e indicar caminhos para controlar, eliminar ou neutralizar os riscos ocupacionais.

Através do PPRA a empresa planeja e determina quais serão são as ações prioritárias na parte de segurança do trabalho. Esse planejamento em alguns casos gera trabalho para o ano todo. O foco é sempre encontrar formas de controlar os riscos ocupacionais.

Um bom PPRA é o começo de uma gestão de segurança do trabalho de sucesso.  Um PPRA mal elaborado pode ser o começo do fracasso da gestão de saúde e segurança do trabalho da empresa.

RESPONSÁVEIS PELO PPRA

Sendo um programa de cunho prevencionista o PPRA normalmente fica sobre a responsabilidade do SESMT (Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho) da empresa. Normalmente o SESMT normalmente responde pela elaboração, implantação e gestão do programa.

A diferença entre PPRA e PCMSO

PCMSO

O Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO) é normatizado pela NR 7 do Ministério do Trabalho.

É um programa com foco na parte médica.  Mas nem por isso é um programa que atua apenas na fase remediativa.  Ele atua fortemente na parte preventiva também.  Proporcionando um diagnóstico precoce dos agravos que o trabalho pode acometer o trabalhador.

E esse diagnóstico precoce pode acontecer através dos exames previstos no PCMSO que são:

– Admissional: Feito na contratação do empregado.  A intenção é levantar se o candidato a vaga está apto ao trabalho que irá realizar se contratado for.

 

– Periódico: São exames feitos periodicamente para levantar se o trabalho tem causado doença ou não.  A periodicidade dos exames pode variar de seis meses a dois anos, dependendo da atividade.

 

– Mudança de função: É realizado somente se a nova função trouxer riscos novos para o trabalhador.

– Retorno ao trabalho: É realizado no retorno ao trabalho, desde que o trabalhador tenha ficado ausente por período igual ou superior a 30 dias por motivo de doença ou acidente de trabalho ou comum. Também é realizado na volta da trabalhadora no pós parto.

A intenção é levantar se o trabalhador está recuperado e em plenas condições de voltar ao trabalho.

– Demissional: Feito no desligamento do empregado.

Ainda dentro do PCMSO (Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional) pode assistir o programa de vacinação da empresa. Esse é mais uma forma de atuar preventivamente imunizando o trabalhador contra alguma doença que possa ter ligação com o trabalho ou com a localidade em si.  Exemplo de vacina que visa proteger o trabalhador contra os males do local é a vacina contra a raiva.

Sendo um programa de cunho médico o PCMSO fica sobre a responsabilidade do Médico do Trabalho, seja ele contratado da empresa ou apenas um prestador de serviço. Quando não houver Médico do Trabalho na localidade a empresa pode contratar médico de outra especialidade para elaborar e gerenciar o PCMSO segundo a NR 7.3.1 letra “e”.

ORIENTAÇÕES GERAIS

Não tem como dizer qual dos dois programas é o mais importante. Tanto o PPRA quanto PCMSO têm papéis importantíssimos na condução das ações de segurança dentro da empresa.

Normalmente o PPRA é elaborado primeiro, sendo o PCMSO elaborado com base no PPRA.  Sabendo que o PCMSO é elaborado com base no PPRA vale ressaltar que ambos têm que falar a mesma língua.  Não se pode admitir, por exemplo, que funções existentes no PPRA não existam no PCMSO e o contrário também é verdadeiro.

A diferença entre PPRA e PCMSO - Fatos que você precisa saber

OBRIGATORIEDADE DE PPRA E PCMSO

Ambos os programas são obrigatórios.  Toda empresa que possui pelo menos um empregado regido pela CLT deve ter implementar tanto PPRA (NR 9, item 9.1.1) quanto PCMSO (NR 7, item 7.1.1).

Espero que esse artigo tenha lhe ajudado a entender a diferença entre PPRA e PCMSO.