Segurança no trabalho em ambientes frios

Segurança no trabalho em ambientes frios

Segurança no trabalho em ambientes frios

Colaboradores que exercem suas atividades em ambientes frios estão constantemente expostos a riscos. Além do desconforto e dos riscos causados pela baixa temperatura, o trabalho pode acarretar doenças ocupacionais, acidentes de trabalho e até mesmo fatalidades, em casos acidentais em que o trabalhador pode ficar preso dentro de uma câmara fria.

Os trabalhadores enfrentam uma variedade de perigos do clima frio, incluindo o estresse pelo frio e suas consequências físicas . Mas o estresse pelo frio não é o único perigo que os trabalhadores enfrentam durante os meses de inverno. O envenenamento por monóxido de carbono (CO), a condução no inverno, a remoção de neve, o trabalho em alturas enquanto a neve é ​​limpa e a caminhada segura na neve e no gelo são preocupações adicionais durante essa época do ano.

Envenenamento por monóxido de carbono

De acordo com os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), mais de 400 pessoas por ano morrem nos Estados Unidos devido a envenenamento acidental por monóxido de carbono. Depois que tempestades de inverno ou outros grandes desastres naturais causam falta de energia, fontes alternativas de combustível ou eletricidade para aquecimento, resfriamento, cozimento ou trabalho podem fazer com que o CO se acumule em ambientes de trabalho / trabalho e crie um ambiente perigoso. Veículos em marcha lenta em garagens também podem causar níveis perigosos de CO, assim como aquecedores portáteis que usam combustíveis como o querosene. As ferramentas que produzem fumos de combustão, como pequenos motores a gasolina, fogões, geradores e lanternas, geram CO. Como resultado, é vital garantir que essas fontes sejam ventiladas e não sejam fechadas em espaços.

É imperativo ser capaz de reconhecer os sintomas do envenenamento por CO e entender como evitá-lo. O CO é um gás inodoro e incolor que pode causar doenças repentinas e morte se inalado, criando um perigo perigoso e inesperado que é fácil ignorar. Os sintomas mais comuns de envenenamento por CO são dor de cabeça, tontura, fraqueza, náusea, vômito, dor no peito e confusão mental. O envenenamento por monóxido de carbono requer evacuação imediata da área e atendimento médico de emergência.

Condução de inverno

Dirigir no inverno pode significar lidar com estradas molhadas e escorregadias, visibilidade limitada e menos horas de luz do dia. Gelo negro, rajadas de neve e condições de branqueamento podem aparecer com muito pouco aviso, causando maior perigo para veículos e pedestres. Os motoristas devem ser treinados em técnicas de direção defensiva e aprender a lidar com os riscos de dirigir no inverno, como patins e rabo de peixe. Aqueles que viajam longas distâncias ou em zonas levemente povoadas devem considerar o uso de canais de comunicação confiáveis, como rádio CB, e manter cobertores e provisões extras à mão em caso de acidente ou encalhe.

Como avaliar as condições de trabalho?

Para determinar se os trabalhadores estão ou não expostos a baixas temperaturas, a fiscalização avalia três pontos principais:

1. Temperatura ambiente baixa: medida com um termômetro de bulbo seco comum, com gradação que segue até – 50 °C (graus Celsius).

2. Velocidade do vento: utiliza um anemômetro – aparelho para medir a velocidade de gases e líquidos – com escala de km/h (quilômetros por hora).

3. Atividade física: a partir de tabelas que determinam o gasto calórico em cada atividade, calcula o calor produzido pelo corpo do trabalhador, em kcal/h (quilocalorias por hora).

Esses três pontos são muito importantes porque, juntos, determinam o grau de exposição do empregado e as medidas de segurança a serem tomadas. Quanto menor for a temperatura no local de trabalho e maior a velocidade do vento, por exemplo, maior deve ser o isolamento térmico proporcionado pela roupa de proteção e menor o tempo de exposição ao frio.

 

Fique seguro

Entender os riscos associados aos meses de inverno e implementar precauções pode ajudar a evitar ferimentos e salvar vidas. Conscientização, preparação e treinamento adequado são essenciais para combater não apenas o estresse pelo frio e outras condições de inverno, mas também qualquer risco no local de trabalho que as organizações enfrentam.

 

Principais doenças/lesões causadas pelo frio

Devido à perda de calor e diminuição da circulação sanguínea do corpo, uma série de problemas podem surgir quando os trabalhadores não estão preparados para atividades em temperaturas extremas. As principais áreas afetadas são as extremidades, como pés e mãos, mas também pode afetar o sistema respiratório e a pele. Confira quais são as principais doenças e lesões geradas pelas baixas temperaturas:

1. Urticária: reação alérgica de uma parte específica do corpo contra o frio. Seus principais sintomas são a vermelhidão na pele e coceira.

2. Ulceração: pequenas lesões provocadas na pele, que podem gerar alteração na cor (palidez), dores e até mesmo a formação de bolhas.

3. Pé de imersão: quando trabalhadores que realizam atividades com os pés expostos à água fria não utilizam os EPIs corretos, a circulação sanguínea diminui e os membros inferiores ficam pálidos, úmidos e frios. Se isso não for tratado de forma adequada, pode evoluir para uma infecção.

4. Fenômeno de Raynaud: provoca a diminuição sanguínea nos dedos, podendo deixá-los pálidos ou azulados, seguido por uma vermelhidão do local, perda de sensibilidade, latejamento e ardência. Pode estar associado a outras doenças, como artrite reumatoide.

5. Congelamento: ocorre quando a temperatura da área afetada cai abaixo de 0 °C, causada por exposição a ambientes muito frios ou pelo contato com objetos extremamente frios. Devido à diminuição da circulação sanguínea, causa vermelhidão e inchaço na pele, podendo evoluir para uma dor intensa, infecções, gangrena e a perda do membro ou região afetada. Ocorre, principalmente, nas extremidades do corpo – mãos, pés e face.

6. Frosbite: quando a exposição ocorre em temperatura abaixo de 2 °C, também há o perigo de pequenos cristais de gelo se formarem na epiderme e na derme.

7. Perniose (frieiras): após o congelamento, algumas partes do corpo ainda podem experimentar sensações dolorosas e queimaduras. Exige um tratamento complicado, que pode durar anos.

8. Hipotermia: esse é o caso mais grave dentre os descritos. Após uma longa exposição a ambientes frios, sem a correta proteção, o corpo começa a perder a sensibilidade. Isso faz com que a pessoa pare de sentir frio e dor, o que é seguido por fraqueza muscular e adormecimento. Também pode diminuir a capacidade de percepção, dilatação das pupilas e alucinações. Em casos mais sérios, pode gerar um coma e até mesmo a morte. O tratamento deve ser feito de forma imediata, transferindo a vítima para ambientes quentes, com cobertores, aquecedores e bebidas quentes. Assim que possível, é necessário transferir o trabalhador para um hospital.