Novembro Azul – Fatores de Risco

Novembro Azul – Fatores de Risco

Novembro azul promove prevenção do câncer de próstata

De todos os tipos de câncer, o câncer de próstata é o mais frequente (36,9%) entre os homens com 18 anos ou mais que descobriram no primeiro diagnóstico, segundo a Pesquisa Nacional de Saúde 2013 – PNS , divulgada pelo IBGE. Dados do Ministério da Saúde mostram que 14.454 homens morreram dessa doença no Brasil em 2015. 

Para mudar essa realidade, a campanha Blue November foi criada na Austrália em 2003 e recentemente adotada em vários países. No Brasil, a campanha é apoiada pelo Instituto Nacional do Câncer – Inca , que lançou o Câncer de Próstata: vamos conversar sobre isso? folheto este ano, visando melhorar a visibilidade desta doença no Dia Nacional de Luta contra o Câncer (27 de novembro).

Em 2016, o Inca estimou cerca de 61.200 novos casos de câncer de próstata. Mesmo tendo 3.240 casos a mais do que o estimado para o câncer de mama (57.960) no mesmo período, a campanha de Novembro Azul ainda não é tão visível quanto a de Outubro Rosa, que previne o câncer de mama. 

A fim de prevenir o câncer de próstata, o livreto recomenda comer alimentos saudáveis, não fumar e praticar atividades físicas. Ele também aponta que o risco de desenvolver câncer de próstata aumenta em pessoas com excesso de peso, pessoas com histórico de câncer na família e em pessoas idosas. Dos 408 mil casos da doença, 56,2% estavam entre os homens com idade entre 65 e 74 anos, segundo a PNS 2013.

Apenas 25% dos homens com mais de 50 anos foram submetidos a um exame retal.

O câncer de próstata pode ser detectado através de dois exames: antígeno prostático específico – PSA e exame retal. O primeiro é um exame de sangue que detecta o nível dessa proteína. Sempre alto, isso pode indicar câncer ou doenças benignas da próstata. O segundo exame é feito pelo médico, que avalia o tamanho, forma e textura da próstata. 

O preconceito e a falta de informação de vários homens em relação ao exame retal comprometem a prevenção e aumentam as taxas de mortalidade dessa doença. Como exemplo, a PNS 2013 mostrou que cerca de 5,7 milhões de homens com 50 anos ou mais foram submetidos a um exame físico ou retal até 12 meses antes da pesquisa, o que equivale a 25% dos homens nessa idade.

Em caso de qualquer anormalidade no exame físico, a doença só é confirmada após uma biópsia. O exame retal é indispensável, pois algumas vezes o exame de sangue não mostra a doença. Segundo o Dr. Franz Campos, chefe de urologia do Inca, “há casos em que o antígeno específico da próstata não se expressa, mesmo em portadores de câncer de próstata”, ressalta. 

Para o médico, precisa trazer mais conhecimento e informação sobre a doença. “É fundamental que partidários do Novembro Azul e entidades públicas que coordenam as regras de diagnóstico e tratamento do câncer estejam de acordo uns com os outros, além de estreitar os contatos com a mídia, a fim de destacar esse grande problema de saúde pública em nosso país”, afirma o Dr. Franz Campos.

Novembro Azul: fatores de risco do câncer de próstata

Fatores de risco são alguns hábitos ou características que podem lhe fazer ser mais suscetível a sofrer de determinada doença. Os diferentes tipos de câncer, como o câncer de próstata, fazem parte desse grupo de doenças. Como é de costume, alguns dos fatores de risco do câncer de próstata podem ser controlados através da adoção ou abandono de alguns hábitos no dia a dia, enquanto outros fatores, como a idade, não podem ser controlados. Conheça a seguir alguns dos fatores de risco do câncer de próstata.

Idade: 60% dos casos de câncer de próstata ocorrem nos homens com mais de 65 anos. Isso acontece porque a doença ocorre com muito mais frequência após os 50 anos de idade.

Histórico familiar: como é o caso em vários outros tipos de câncer, ter um parente de primeiro grau que sofreu a doença aumenta significativamente o risco de ela aparecer.

Obesidade: alguns estudos indicam que os homens obesos possuem chances maiores de sofrer de câncer de próstata, assim como a doença costuma aparecer mais agressiva nesses casos.

Doenças sexualmente transmissíveis: algumas DSTs, como a gonorreia e a clamídia, são apontadas por pesquisadores como fatores que aumentam os riscos de inchaço na próstata.

Muitos estudos ainda estão sendo realizados para encontrar fatores de risco do câncer de próstata, onde pesquisadores procuram encontrar conexões entre a alimentação e algumas outras condições médicas, por exemplo, e a presença do câncer. Se você se encontra em um dos grupos de risco, é importante ter atenção redobrada com a prevenção da doença e consultar o seu médico para realizar os exames necessários.

A doença não apresenta sintomas em sua fase inicial e quando os sinais começam, quase 95% dos tumores já se apresentam avançados, sendo muito difícil a cura. Por isso, mesmo na ausência de sintomas, homens a partir dos 50 anos, ou dos 45, se houver histórico familiar, devem ir anualmente ao urologista.

Em fase avançada, o câncer de próstata pode apresentar sintomas urinários; dor óssea; queda do estado geral de saúde; insuficiência renal e dores fortes.

Fatores de risco:

• IDADE (CERCA DE 62% DOS CASOS SÃO DE HOMENS A PARTIR DOS 65 ANOS);

• HISTÓRICO FAMILIAR;

• RAÇA (MAIOR INCIDÊNCIA ENTRE HOMENS DE PELE NEGRA);

• ALIMENTAÇÃO INADEQUADA, À BASE DE GORDURA E DEFICIENTE EM FRUTAS, VERDURAS, LEGUMES DE GRÃOS;

• SEDENTARISMO;

• OBESIDADE.

 

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